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Mudanças Climáticas

Os impactos das mudanças climáticas sobre todas as cadeias produtivas levaram os países signatários da ONU a aprovarem o Acordo de Paris, em 2015, com o objetivo de restringir o aumento médio da temperatura global a 1,5ºC. Em 2021, na COP26 – a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Glasgow (Escócia) – diversos países revisaram suas metas para combater o aquecimento global.

O Brasil anunciou sua nova Contribuição Nacionalmente Determinada (iNDC, na sigla em inglês), comprometendo-se a reduzir em 43% as emissões nacionais até 2030, tendo as emissões totais de 2005 como base. Esse contexto global e nacional tem grande impacto sobre o setor elétrico e, portanto, sobre os nossos negócios. A necessidade de redução das emissões cria oportunidades para a ampliação da geração renovável e o desenvolvimento de projetos que geram créditos de carbono, para compensar as emissões de outros setores produtivos.

Por outro lado, a intensificação das mudanças climáticas gera riscos para as infraestruturas e a própria capacidade operacional. Períodos maiores de estiagem podem impactar a geração hidrelétrica e chuvas mais intensas têm potencial para danificar as redes de distribuição e de transmissão.

Nossa jornada contra as Mudanças Climáticas

Em 2021, divulgamos a evolução do modelo de gestão e das práticas que adotamos na publicação “Nossa Jornada contra as Mudanças Climáticas”. Esse é um dos compromissos públicos que assumimos no Plano de Sustentabilidade 2020-2024, para dar ainda mais transparência ao nosso posicionamento.

O documento detalha, entre outros aspectos, os riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas que identificamos para os nossos negócios, os procedimentos para a quantificação das emissões de gases de efeito estufa e a maneira como engajamos nossa cadeia de valor.

Quatro Frentes de Atuação

Para fazer frente às mudanças climáticas, avaliamos e implementamos diferentes ações para a adaptação dos negócios e a mitigação de impactos relacionados às nossas atividades, em especial a emissão de gases de efeito estufa. Nossas iniciativas são centralizadas em quatro frentes de atuação, desdobradas em ações e orientações para a execução dos projetos.

Gestão das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)

Por meio da elaboração do nosso inventário anual de emissões, acompanhamos o volume de GEE emitido à atmosfera em decorrência das nossas atividades. Nosso inventário segue as diretrizes e as metodologias propostas pelo Programa Brasileiro GHG Protocol, além de ser divulgado no  Registro Público de Emissões, com o Selo Ouro, por ser submetido à verificação externa por terceira parte.

  • Em 2021, com o regime de escassez hídrica no país, houve a necessidade de maior despacho de termelétricas movidas a combustível fóssil, contribuindo significativamente para o aumento das emissões. Em comparação com o ano anterior as emissões no Escopo 1 (diretas) totalizaram 607,3 mil tCO2, representando um aumento de 97%.
  • No Escopo 2 (composto principalmente pelas perdas técnicas na distribuição), totalizamos 592,4 mil tCO2e, o que representa um aumento de aproximadamente 104% em comparação a 2020, devido principalmente ao aumento do fator do Sistema Interligado Nacional (SIN). O total de energia consumido em 2021 nos prédios administrativos foi de 34.420 MWh.
  • Em 2021, nosso escopo 3 totalizou 424,5 mil tCO2e. Esse aumento está relacionado à revisão e ampliação da abrangência de fontes emissoras em 15 categorias deste escopo, reforçando nosso compromisso de engajar a cadeia de valor para uma economia de baixo carbono.

Gestão de riscos e oportunidades climáticos

Para fazer a gestão dos riscos e oportunidades climáticos, desenvolvemos um Mapa que consolida os principais impactos que estamos susceptíveis, como alterações em parâmetros físicos do clima e mudanças em regulações, além das principais oportunidades para o desenvolvimento de novos produtos e serviços. Reportamos esse mapa, bem como outras ações, no CDP. 

Baixe aqui os relatórios CDP referentes a Water Security 2021 e Climate Change 2021.

Inovação

A inovação é uma alavanca para o crescimento dos negócios e diversificação do portfólio da nossa companhia. Os investimentos e projetos que realizamos aumentam a eficiência operacional, buscando minimizar os riscos da operação, e identificam oportunidades de longo prazo, que impulsionam nosso protagonismo nas transformações no setor elétrico. Dessa forma, temos diversos projetos relacionados a mitigação e adaptação a riscos climáticos, atrelados ao desenvolvimento de soluções para o contexto da distribuição e da geração de energia limpa, e a tecnologias que impactam nosso setor, como a mobilidade elétrica. Além disso, oferecemos soluções de baixo carbono a outras organizações.

Soluções para a transição energética

Faz parte do nosso compromisso com a agenda do desenvolvimento sustentável a oferta de soluções que apoiem nossos clientes na transição para modelos produtivos menos intensivos em carbono. Investimos, por exemplo, em projetos que geram créditos de carbono para compensar emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Atualmente, contamos em nosso portfólio com 11 projetos, com potencial para compensar uma média de 2,4 milhões de toneladas de carbono (tCO2e) por ano. Esses projetos estão registrados tanto no mercado regulado (MDL) quanto no mercado voluntário (VCS). Em 2021, comercializamos 6,2 milhões de créditos e revalidamos um projeto de MDL, no Complexo Eólico Campo dos Ventos II. Cada certificado é equivalente a 1 tonelada de carbono que deixou de ser emitida.

Outro produto que oferecemos, por meio da CPFL Soluções, são os Certificados de Energia Renovável (I-RECs), que asseguram aos clientes do mercado livre a compra de energia a partir de fontes renováveis. Atualmente, cinco ativos do nosso portfólio de geração já estão habilitados para a comercialização dos I-RECs, com potencial para comercializar até 1,3 milhão de certificados por ano.

CPFL Soluções

Engajamento e divulgação

Participamos de uma série de iniciativas e compromissos relacionados a questões climáticas, buscando sempre fomentar as melhores práticas. Em 2018, nos tornamos signatários da iniciativa Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD), do Financial Stability Board, que incentiva organizações de diversos setores a avaliarem os riscos climáticos físicos e de transição que estão expostas, a fim de garantir maior transparência para que os financiadores, seguradores e investidores tomem as melhores decisões de negócios.